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Golpe do PIX e fraude bancária: os primeiros passos

Celular com o simbolo do Pix, tema de golpe do Pix e fraude bancaria

Perceber que caiu em um golpe ou que apareceram operações estranhas na conta gera um misto de susto e pressa. É natural. E é justamente nesse momento que as primeiras horas fazem diferença. Quanto mais rápido a movimentação suspeita é comunicada, maiores tendem a ser as chances de bloqueio dos valores.

Neste artigo eu reúno, em linguagem simples, os primeiros passos diante do golpe do PIX e da fraude bancária, além de explicar o que é o Mecanismo Especial de Devolução, conhecido como MED, criado pelo Banco Central.

Os primeiros passos

Assim que você identificar a fraude, alguns cuidados ajudam a organizar a situação:

  1. Registre tudo. Salve prints das conversas, dos comprovantes e das telas do aplicativo do banco.
  2. Comunique o banco imediatamente pelos canais oficiais e peça o número de protocolo do atendimento.
  3. Solicite formalmente o bloqueio e a contestação das operações que você não reconhece.
  4. Registre um boletim de ocorrência, que serve como documento importante do episódio.
  5. Troque senhas e reforce a segurança dos seus acessos.

Esses passos não dependem de advogado e podem ser feitos por qualquer pessoa. Eles preservam provas e mostram que você agiu de boa-fé e com rapidez.

O que é o MED

O Mecanismo Especial de Devolução é uma ferramenta do sistema PIX criada pelo Banco Central para situações de fraude e de falha operacional. Por meio dele, a instituição que recebeu o dinheiro pode ser acionada para bloquear e devolver os valores, dentro dos prazos e das regras definidos pelo Banco Central.

O MED não é uma garantia de recuperação, porque o resultado depende de o dinheiro ainda estar na conta de destino e do cumprimento dos prazos. Justamente por isso a comunicação rápida ao banco é tão importante.

Quando a responsabilidade do banco entra na discussão

Existe um tema técnico relevante nessas situações: a responsabilidade das instituições financeiras por fraudes ligadas ao serviço bancário. O Superior Tribunal de Justiça consolidou, na Súmula 479, o entendimento de que as instituições respondem por danos causados por fraudes e delitos praticados por terceiros no âmbito de suas operações.

Isso não significa que todo caso termina da mesma forma. Cada situação tem particularidades, e a análise da conduta do consumidor e da instituição é parte do trabalho técnico.

Em mais de duas décadas de atuação, vejo que a vítima de fraude quase sempre se culpa. O foco, porém, deve ser outro: agir rápido, guardar cada prova e discutir a responsabilidade de quem opera o sistema. O medo paralisa, e a pressa bem organizada protege.

Dr. Gilberto Parada Cury, OAB/SP 228.051

O que evitar nesse momento

Alguns cuidados ajudam a não piorar a situação:

  • Não repasse novas transferências para supostos setores de segurança que entram em contato.
  • Desconfie de ligações e mensagens que pedem senhas ou códigos.
  • Não apague as conversas e os comprovantes, mesmo que sejam constrangedores.

Guardar tudo é o que permite reconstruir a história depois, com clareza.

Se você passou por um golpe do PIX ou por uma fraude na conta e quer entender os seus direitos, fale comigo pelo WhatsApp para uma análise do seu caso, sem compromisso. O atendimento é direto com o advogado, presencial na Liberdade, região central de São Paulo, e online para todo o Brasil.

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